{"id":1561,"date":"2025-09-13T10:58:54","date_gmt":"2025-09-13T10:58:54","guid":{"rendered":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/?p=1561"},"modified":"2025-09-13T11:01:45","modified_gmt":"2025-09-13T11:01:45","slug":"vida-sobre-rodas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/?p=1561","title":{"rendered":"Vida sobre rodas"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1561\" class=\"elementor elementor-1561\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5e586737 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"5e586737\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-24c98adc elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"24c98adc\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>13\/09\/2025<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4a13f56b elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"4a13f56b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h1 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Vida sobre rodas<\/h1>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d232644 elementor-widget__width-initial elementor-drop-cap-yes elementor-drop-cap-view-default elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d232644\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;drop_cap&quot;:&quot;yes&quot;}\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>N<span style=\"font-weight: 400;\">\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil ser pai. Agora um dos meus filhos anda com uma bicicleta para todo lado. Por mim, ele pode fazer o que lhe apetecer na rua. Mas trazer a bicicleta para dentro de casa? Quando digo dentro de casa n\u00e3o me refiro a deix\u00e1-la numa arrecada\u00e7\u00e3o, n\u00e3o, a bicicleta senta-se connosco \u00e0 mesa de jantar. \u00c9 dif\u00edcil dizer que n\u00e3o a um filho, ainda por cima depois dele ter perdido a m\u00e3e. Eu tentei alert\u00e1-lo, cautelosamente, para a falta de no\u00e7\u00e3o de colocar uma bicicleta \u00e0 mesa de jantar, mas foi em v\u00e3o. Por isso agora janto com os meus dois filhos e uma bicicleta. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Mas \u00e9 pior que isto. H\u00e1 uns dias apanhei esse meu filho a ver um filme com a bicicleta. Ao que parece h\u00e1 bicicletas inteligentes que percebem argumentos de filme. Umas horas depois, subi ao primeiro piso de minha casa, e ouvi um \u201cTrim trim trim\u201d a vir da casa de banho. O meu filho tomou banho com uma bicicleta. Nada pode ser pior que isto, certo? Errado. Ele anda a dormir com a bicicleta. Eu n\u00e3o confirmei por mim pr\u00f3prio, mas tenho a certeza, ele anda-se a deitar com a bicicleta e quem sabe a fazer o qu\u00ea. Sim, porque eu sou pai e tenho de estar atento a essas coisas. Eu reparo nos afetos e mimos que ele d\u00e1 aquela bicicleta, n\u00e3o sou cego. Sei que muito provavelmente se trata de uma resposta ao trauma de ter perdido a m\u00e3e daquela maneira. Espero bem que seja isso. N\u00e3o me deixa confort\u00e1vel a ideia de que o meu filho esteja apaixonado por uma bicicleta porque ama bicicletas. N\u00e3o \u00e9 normal. Mas o que \u00e9 que eu posso fazer? Proibi-lo de estar com a bicicleta? Desfazer-me dela? E fazer o meu filho passar por um segundo desgosto? N\u00e3o. J\u00e1 me basta a culpa que carrego do primeiro. \u201cCom o tempo ele h\u00e1 de perceber\u201d, pensei eu. Por\u00e9m, n\u00e3o percebeu. E dois meses depois, a bicicleta continuou a acompanh\u00e1-lo para tudo o que \u00e9 lado: Almo\u00e7os de fam\u00edlia, cinema, ocean\u00e1rio, passeios a cavalo, salto de paraquedas\u2026 At\u00e9 quando viajou para a Col\u00f4mbia em trabalho, ele comprou um bilhete extra para a bicicleta. Para qu\u00ea p\u00f4r tudo em risco por uma bicicleta? N\u00e3o consigo entender\u2026 Mas n\u00e3o ficou por a\u00ed. Depois dele ter assistido a um concerto com a bicicleta para celebrar o anivers\u00e1rio da mesma, noticiou-me que ia morar com ela. O meu filho mora com uma bicicleta. \u00c9 suposto aceit\u00e1-lo? Faz-me confus\u00e3o porque se ele quisesse conseguia muito melhor que aquilo. Eu conhe\u00e7o tantas motas bonitas, era s\u00f3 ele largar aquela lambisg\u00f3ia.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0At\u00e9 que, ap\u00f3s seis meses de sacrif\u00edcio a aguentar com aquela rela\u00e7\u00e3o in\u00fatil, chegou o dia pelo qual menos esperava. O meu filho veio visitar-me e trouxe not\u00edcias lastim\u00e1veis: Ele pediu-a em casamento e ela disse \u201cTrim\u201d. A minha express\u00e3o mudou de insatisfa\u00e7\u00e3o para indigna\u00e7\u00e3o. Para mim aquela brincadeira acabava ali. Por isso, sem gaguejar, disse-lhe:<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cN\u00e3o h\u00e1 a menor hip\u00f3tese disso acontecer. Esquece.\u201d\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cComo assim? Qual \u00e9 o problema?\u201d\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cO problema \u00e9 que ela \u00e9 uma bicicleta.\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cUau. Finalmente, a deitares c\u00e1 para fora o que sentes. E qual \u00e9 o problema dela ser uma bicicleta? Eu amo-a.\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cOlha para n\u00f3s, filho. N\u00e3o \u00e9 suposto casarmos com uma\u2026\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cCom uma qu\u00ea? Com uma \u2018bicla\u2019? Era isso que ias dizer, n\u00e3o era pai? Pois fica sabendo que esta \u2018bicla\u2019 vale muito mais que qualquer um como tu.\u201d\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cFilho, v\u00e1 l\u00e1, tu sabes que ela n\u00e3o \u00e9 ve\u00edculo para ti. Pior que bicicletas s\u00f3 mesmo aquelas trotinetes el\u00e9tricas. Tu precisas de uma motorizada. Um ve\u00edculo que consiga acompanhar-te nas autoestradas e carregar os teus futuros filhos. Ou queres passar os teus domingos a ser buzinado em estradas nacionais?\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201c\u00c9s um veiculista*<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 o que \u00e9s. Ainda bem que a m\u00e3e n\u00e3o est\u00e1 c\u00e1 pra ouvir a merda que tu dizes. Vamos embora, Merida.\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 Vrum vrum. O que \u00e9 que disseste? Vrum, vrum.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 Tu ouviste bem. Vrum vrum.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Parti para cima dele e deu-se o in\u00edcio da nossa en\u00e9sima luta. Ele \u00e9 mais esguio, apenas com 125cc, por isso conseguiu facilmente desviar-se do meu primeiro golpe de pneu dianteiro. Agiu r\u00e1pido e acertou com uma das suas manetes no meu farol esquerdo, que acabou em cacos. Aquele momento chocou-o. Por isso, ainda que com a vis\u00e3o turva, aproveitei e fiz-lhe uma rasteira na roda traseira que lhe estava a servir de apoio e ele foi ao ch\u00e3o. Colei-lhe o pneu dianteiro ao motor. Tinha vantagem perante o meu advers\u00e1rio, podia t\u00ea-lo desmantelado. Mas sob a sua chapa, olhei-o e vislumbrei a minha esposa, sua m\u00e3e. Sempre foi parecido com ela, t\u00eam o mesmo para-brisas. Abandonei a minha posi\u00e7\u00e3o. Ele levantou-se, recomp\u00f4s-se com ajuda da bicicleta e ambos rolaram para a sa\u00edda.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cOnde \u00e9 que vais?\u201d &#8211; gritei-lhe.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cEmbora daqui para fora. Nunca mais quero ter de olhar para esses pneus carecas.\u201c &#8211; berrou ele enquanto seguia para a porta.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cE o neg\u00f3cio de fam\u00edlia? Vais abandonar-nos?<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Ligou-se-lhe o pisca esquerdo de nervosismo e n\u00e3o vacilei:<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cO qu\u00ea? N\u00e3o me digas que a \u2018bicla\u2019 n\u00e3o sabe o que fazes da vida.\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da tentativa de se mostrar firme, o motor dele acelerou perante o lanternar confuso da bicicleta e aproveitei:<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 N\u00e3o achavas que os passeios a cavalo, os concertos, a casa e esse selim de noivado forjado com diamantes, seriam acess\u00edveis a um emprego normal, ou achavas \u2018pedalzita\u2019?\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">A corrente da bicicleta gelou e o refletor empalideceu. Os retrovisores dele rebaixaram-se ao v\u00ea-la estremecida, mas a resposta enraivecida n\u00e3o demorou:<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cTu \u00e9s pat\u00e9tico. Seu peda\u00e7o de lata velha amargurado. Nunca mais voltes a falar comigo, ouviste?\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 \u201cEu \u00e9 que sou pat\u00e9tico? Tu pediste em casamento um ve\u00edculo em que nem sequer confias. H\u00e1 algo mais pat\u00e9tico que isso?\u201d\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Quase como que para aumentar a tens\u00e3o ouviu-se a campainha \u2013 a de casa, n\u00e3o a irritante da bicicleta. Eu n\u00e3o esperava ningu\u00e9m e fiquei desconfiado. Tanto podia ser o carteiro, como um capanga dos NitroTurbo ou dos Pneu Violeta para mais um ajuste de contas. Neste ramo n\u00e3o se arrisca, ele certificou-se de me fazer compreender isso.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Fiz sinal ao meu filho e saquei a minha ca\u00e7adeira do arm\u00e1rio da entrada, enquanto ele puxou da Glock que carrega sempre consigo debaixo do banco. Ele abriu a porta, cuidadosamente. Sil\u00eancio. N\u00e3o se via ningu\u00e9m. Subitamente, ouviu-se um vidro a estilha\u00e7ar, vinha da janela da sala. Eu fui verificar, mas n\u00e3o consegui ver nada, entrou-me uma coisa para o farol. Finalmente, consegui retir\u00e1-la, mas continuava sem conseguir ver nada, a sala encheu-se de fumo violeta. O meu filho chegou segundos depois. Ambos sab\u00edamos o que aquilo significava. Tratava-se da entrada de marca dos NitroTurbo: fazer-se passar pelos Pneu Violeta. Mas n\u00e3o enganaram ningu\u00e9m, ambos sab\u00edamos que o fumo usado pelos Pneu Violeta \u00e9 p\u00farpura, quase a bater no lil\u00e1s.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\"> Os nossos motores trabalhavam mais r\u00e1pido. Banco com banco, fitava o fumo que se propagava, enquanto ele observava a porta de casa, j\u00e1 fechada. Perguntei-lhe onde estava a bicicleta, ele disse que a tinha escondido na arrecada\u00e7\u00e3o. Eu ri-me. Ele n\u00e3o achou piada. Os ru\u00eddos dos impugnadores ouviam-se ao longe. Estavam prestes a iniciar o ataque. Pareciam-me ser uns cinco ou seis, n\u00e3o mais que isso. Provavelmente, todos armados e com pinturas a condizer. Vruuuuuuuum. O primeiro pneu surgiu pela fuma\u00e7a. Fui r\u00e1pido no gatilho e furei-o de imediato. O meu filho finalizou com um disparo no motor. Seguiram-se outros tr\u00eas. Abrigamo-nos dos disparos das metralhadoras atr\u00e1s do m\u00f3vel da sala. Fui atingido na jante traseira. Nada que me impedisse de prosseguir. O meu filho aproveitou a pausa da chuva de balas para ripostar. Esvaziando um carregador abateu dois de tr\u00eas inimigos. Ou melhor, dois de cinco, sendo que mais quatro pneus, com a palavra &#8220;Turbo\u201d neles esculpida, surgiam do hall de entrada. Vi-os chegar e um deles \u2013 amador, como a maioria dos NitroTurbo \u2013 deu-me abertura para o seu dep\u00f3sito. N\u00e3o facilitei e deu-se uma explos\u00e3o brutal, daquelas mesmo top.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0Pelas minhas contas faltava apenas um, mas pela fuma\u00e7a surgiram trinta e quatro far\u00f3is alinhados. Algo n\u00e3o estava a bater certo. Fiz uma chamada r\u00e1pida para a minha explicadora que disse que o resultado enganador se devia a um erro b\u00e1sico numa equa\u00e7\u00e3o, o que segundo ela, \u201cs\u00f3 demonstra falta de estudo\u201d. N\u00e3o estava errada.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0O som das trinta e quatro metralhas era ininterrupto, como um alarme de inc\u00eandio no meio de um vulc\u00e3o. Olhei para o meu filho como se fosse a \u00faltima vez, mas entretanto lembrei-me que tinha marcado campo de padel dali a dois dias e eles n\u00e3o fazem reembolsos. N\u00e3o ia ficar a arder com 40 paus.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Abri o compartimento secreto que fica num s\u00edtio que n\u00e3o revelarei para que n\u00e3o deixe de ser secreto, por baixo do arm\u00e1rio, e peguei na bazuka. O meu filho fez o carregamento e lan\u00e7ou um cinto cheio de granadas contra a concorr\u00eancia, minuciosamente, antes do meu disparo. Booom. Com uma bala, foram todos pelos ares, exceto dois deles que tinham medo de voar e, por isso, apanharam o 76 at\u00e9 \u00e0 Pontinha. Esperamos uns minutos. O fumo dispersou-se e a vis\u00e3o era n\u00edtida. N\u00e3o se via, nem ouvia ningu\u00e9m. Fizemos uma ronda pelas divis\u00f5es. \u201cComo \u00e9 que eles descobriram a minha nova morada?\u201d, era o que me passava pelas rota\u00e7\u00f5es. Mais tarde percebi que, quando publico fotografias do meu c\u00e3o a dormir em posi\u00e7\u00f5es parvas nas redes sociais, n\u00e3o posso adicionar a minha localiza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0N\u00e3o sobrou nenhum NitroTurbo e, se sobrou, foi inteligente o suficiente para fugir a sete rodas, com o tubo de escape entre elas. Durante a ronda, observei o m\u00f3vel, que mal se aguentava em p\u00e9. V\u00e1rios objetos insubstitu\u00edveis foram destru\u00eddos, inclusive a \u00faltima fotografia da minha esposa e v\u00e1rios dos meus livros preferidos de culin\u00e1ria sem aditivos. Aquilo n\u00e3o ia ficar assim.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0O meu filho foi buscar a bicicleta \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o. As manetes dela tremiam, assim como o resto da sua figura. Lembrou-me de uma pe\u00e7a de cer\u00e2mica que observei uma vez num museu em Marselha durante um terramoto. Ele mirou-me com os seus grandes far\u00f3is cor de avel\u00e3 esverdeada, com toque de sol, e rasgos de c\u00f3moda do s\u00e9c.XV, por um segundo. Depois, deu meia volta e dirigiu-se para a porta, juntamente com a bicicleta. Eu nem me importei. Naquele momento, percebi que, apesar de tudo, e, tendo em conta as circunst\u00e2ncias, s\u00f3 queria que o meu filho e a bicicleta fossem embora. Tinha almo\u00e7ado numa gasolineira barata e os fumos dos NitroTurbo deram-me a volta ao dep\u00f3sito.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Com pesar, ele abriu a porta para sair, mas desta vez, teve o seu caminho bloqueado. Esbarrou de p\u00e1ra-choques com a minha outra filha, Yama, que vinha de manete dada a uma trotinete el\u00e9trica. <\/span><\/p><p>\u00c9 lixado como o cara\u00e7as ser pai.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>13\/09\/2025 Vida sobre rodas N\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil ser pai. Agora um dos meus filhos anda com uma bicicleta para todo lado. Por mim, ele pode fazer o que lhe apetecer na rua. Mas trazer a bicicleta para dentro de casa? Quando digo dentro de casa n\u00e3o me refiro a deix\u00e1-la numa arrecada\u00e7\u00e3o, n\u00e3o, a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1561","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1561","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1561"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1565,"href":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1561\/revisions\/1565"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/irrelevanciacronica.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}